A fusão entre TI e OT: O que muda para a segurança de fábricas e indústrias

Profissional de indústria usando laptop com automação industrial ao fundo, simbolizando a fusão entre TI e OT na segurança de fábricas e indústrias

A fusão entre Tecnologia da Informação (TI) e Tecnologia Operacional (OT) tem se tornado um tema central nas discussões sobre segurança industrial. Essa integração, que permite uma comunicação mais eficaz e um gerenciamento otimizado dos processos produtivos, traz consigo novos desafios em termos de segurança cibernética.  

Assim, compreender o que muda para a segurança de fábricas e indústrias nesse novo cenário é essencial para garantir a proteção dos ativos e a continuidade das operações. Vamos explorar os impactos dessa fusão e como as empresas podem se preparar para um ambiente cada vez mais interligado e desafiador. 

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Entendendo TI e OT  

Antes de aprofundar os impactos da fusão entre TI e OT, é crucial entender o que cada um desses termos representa. A Tecnologia da Informação (TI) refere-se ao uso de sistemas de computação, redes e software para gerenciar e processar dados.  

A TI é a espinha dorsal de diversas operações empresariais e sua principal função é tornar a informação acessível e útil para a tomada de decisão. Por outro lado, a Tecnologia Operacional (OT) refere-se ao hardware e software que detecta ou altera o estado físico de um ativo. 

Isso inclui sistemas de controle industrial, como PLCs (Controladores Lógicos Programáveis) e SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition). A OT se concentra em garantir que os processos físicos sejam controlados com eficiência, qualidade e segurança. 

A convergência das tecnologias  

Historicamente, TI e OT operaram de forma isolada. Enquanto a TI focava em informações e dados, a OT cuidava do funcionamento das máquinas e processos. No entanto, a crescente digitalização e a emergência da Indústria 4.0 estão acelerando essa convergência.  

Agora, as fábricas não apenas produzem, mas também coletam e analisam dados em tempo real, utilizando tecnologias como IoT (Internet das Coisas) para otimizar processos. Essa integração pode resultar em enormes benefícios, como aumento da eficiência operacional e redução de custos.  

Entretanto, a interconexão entre TI e OT também cria novas superfícies de ataque para cibercriminosos, uma vez que tradicionalmente a OT era um ambiente fechado, menos suscetível a invasões digitais. Portanto, a segurança torna-se uma preocupação compartilhada entre as duas áreas, exigindo uma abordagem unificada. 

Desafios de segurança na fusão TI-OT  

Profissional de indústria usando laptop com automação industrial ao fundo, simbolizando a fusão entre TI e OT na segurança de fábricas e indústrias

Um dos principais desafios da fusão entre TI e OT é a diferença nas prioridades de segurança de cada área. Enquanto a TI se concentra na proteção de dados e confidencialidade, a OT prioriza a disponibilidade e a integridade dos sistemas.  

Essa disparidade pode gerar conflitos de interesse, dificultando a implementação de um protocolo de segurança coeso que atenda às necessidades de ambos os lados. Além disso, a complexidade dos sistemas operacionais em ambientes industriais demanda uma abordagem diferenciada para a segurança.  

Muitos dispositivos de OT operam com sistemas legados, que podem não estar preparados para as exigências de segurança atuais. Quando esses dispositivos são conectados à rede de TI, tornam-se vulneráveis a ataques que poderiam comprometer não apenas a área operacional, mas também a segurança física dos trabalhadores e das instalações. 

Estrategias de segurança integradas  

Diante dos desafios apresentados, é crucial que as empresas desenvolvam estratégias de segurança integradas que unifiquem o gerenciamento de TI e OT. Isso começa com a criação de uma cultura de segurança que envolva todos os colaboradores. 

Treinamentos regulares e uma comunicação clara sobre os riscos e as melhores práticas podem ajudar a minimizar a exposição a ameaças cibernéticas. Além disso, a implementação de tecnologias de segurança avançadas, como firewalls específicos para industrial e sistemas de detecção de intrusões (IDS), é fundamental. 

Essas ferramentas podem monitorar o tráfego entre as redes de TI e OT, identificando comportamentos anômalos que possam indicar uma tentativa de invasão. O mapeamento contínuo de ativos e a realização de auditorias de segurança regulares são outras práticas essenciais para garantir uma resposta ágil a possíveis incidentes. 

1. Unificação entre TI e OT 

    A integração das áreas de Tecnologia da Informação (TI) e Tecnologia Operacional (OT) é um passo crítico para ampliar a proteção das infraestruturas empresariais. Ao unificar processos, ferramentas e padrões de segurança, a empresa consegue reduzir pontos cegos entre as duas redes, garantindo maior visibilidade sobre a operação como um todo.  

    Essa unificação permite respostas mais ágeis a incidentes e diminui brechas decorrentes de sistemas isolados ou desatualizados. Para operações que dependem de equipamentos pesados, como ponte rolante industrial preço, a integração garante que tanto o gerenciamento digital quanto o controle operacional do maquinário estejam protegidos. Evitando falhas que aumentem custos ou comprometam a segurança da produção. 

    2. Implementação de tecnologias avançadas de proteção 

      Esses recursos monitoram o tráfego entre as redes de TI e OT em tempo real, detectando comportamentos anômalos, acessos suspeitos e tentativas de exploração. Ao serem configurados de forma adequada, conseguem bloquear ações maliciosas antes que comprometam sistemas críticos.  

      Em instalações que utilizam filtro central industrial, por exemplo, essa proteção garante que os sistemas de purificação de ar ou filtragem de partículas operem sem interferências digitais, mantendo tanto a segurança operacional quanto a qualidade do ambiente industrial.  

      O papel da automação na segurança industrial  

      A automação é um aliado poderoso na fusão entre TI e OT, permitindo que processos antes manuais sejam monitorados e gerenciados com mais eficiência. Por meio da automação, as empresas podem implementar soluções de segurança que respondem em tempo real a incidentes potencialmente ameaçadores. 

      Por exemplo, sistemas baseados em inteligência artificial podem ser utilizados para analisar padrões de comportamento em redes industriais, identificando anomalias que possam indicar um ataque cibernético. Essa abordagem proativa pode aprender e se adaptar a novas ameaças, aprimorando constantemente a segurança. 

      Considerações finais sobre a fusão TI-OT 

      A fusão entre TI e OT é um movimento inevitável com o avanço das novas tecnologias e a crescente interconexão entre sistemas. No entanto, as empresas precisam estar atentas às implicações que isso traz para a segurança. 

      Desenvolver uma estratégia de segurança robusta, que considere as particularidades de cada área, além de contar com soluções inovadoras e abordagens automatizadas, é imprescindível. Ao reconhecer os desafios e buscar soluções integradas, empresas podem colher os benefícios da inovação e da eficiência que a fusão entre TI e OT proporciona. 

      1. Necessidade de uma estratégia de segurança robusta 

      Para mitigar esses riscos, é fundamental desenvolver uma estratégia de segurança abrangente, adaptada às especificidades de TI e OT. Cada ambiente possui requisitos distintos, e ignorar tais particularidades pode comprometer toda a infraestrutura integrada.  

      Em instalações que utilizam estrutura metálica industrial, por exemplo, é importante considerar como sensores, sistemas de automação e redes industriais interagem com elementos físicos do prédio, garantindo que tanto a operação quanto a segurança digital não sejam afetadas por falhas ou interferências. 

      2. Benefícios estratégicos da fusão TI-OT 

      Quando a integração é bem executada, as empresas desbloqueiam vantagens competitivas. A fusão entre TI e OT permite maior eficiência operacional, redução de custos, monitoramento inteligente, decisões baseadas em dados em tempo real e processos industriais mais flexíveis e modernos. 

      Em ambientes críticos, como aqueles que utilizam uma Cabine primária Blindada, essa integração garante que tanto os sistemas de controle quanto a infraestrutura física estejam protegidos, prevenindo falhas elétricas ou interferências que poderiam comprometer a operação. 

      Conclusão  

      A convergência entre TI e OT representa uma oportunidade de revolucionar a forma como as fábricas e indústrias operam, mas também exige uma reavaliação das estratégias de segurança. Garantir a proteção em um ambiente cada vez mais interconectado é um desafio, mas não é impossível. 

      Com a adoção de práticas integradas, formação contínua e investimento em tecnologia, será possível navegar nesse novo cenário de maneira segura e eficiente. Afinal, a segurança não deve ser uma barreira, mas sim um facilitador para a inovação e a transformação digital nas indústrias do futuro. 

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