O seguro de viagem como aliado essencial: o pequeno detalhe que evita grandes dores de cabeça

Por Bruna Bozano

Quando se prepara uma viagem, há uma lista quase obrigatória: bilhetes de avião, reservas de hotel, roteiro turístico, passaporte, malas. Mas há um item que, por vezes, fica esquecido — e que pode ser decisivo para o sucesso (ou o fracasso) da experiência: o seguro viagem.

Embora não ocupe espaço na bagagem, o seguro é o verdadeiro escudo do viajante. Seja em viagens de lazer, trabalho, intercâmbio ou até escapadinhas de fim de semana, os imprevistos podem acontecer — e, quando ocorrem longe de casa, tendem a ser mais complicados, mais caros e mais difíceis de resolver.

Não é só sobre saúde: é sobre estar prevenido

Muitas pessoas ainda associam o seguro de viagem exclusivamente a questões de saúde. De facto, a cobertura médica de urgência é uma das proteções centrais — especialmente em destinos onde o acesso à saúde é privado e dispendioso. Uma simples febre alta nos Estados Unidos, por exemplo, pode gerar uma conta médica superior a mil euros.

Mas a proteção vai além disso. Dependendo do plano contratado, o seguro pode incluir:

  • Indenização por bagagem extraviada ou danificada
  • Cancelamento ou interrupção de viagem por motivos de força maior
  • Cobertura jurídica no estrangeiro
  • Regresso antecipado em caso de falecimento de familiar
  • Repatriamento sanitário ou funeral
  • Acompanhamento de menores ou idosos em emergências

Ou seja: é uma rede de apoio para que o viajante não tenha de lidar sozinho com problemas graves, em contextos muitas vezes desconhecidos, com barreiras linguísticas e culturais.

“Parece exagero… até acontecer”

Relatos de turistas que enfrentaram situações difíceis sem seguro não são raros. Uma queda durante um passeio, uma infeção alimentar, um voo cancelado por greve… Quando não há assistência adequada, a solução pode implicar custos elevadíssimos, horas de stress e perda parcial — ou total — do valor investido na viagem.

Para Miguel Pereira, corretor especializado em seguros internacionais, o seguro de viagem continua a ser subestimado por muitos portugueses:

“O valor de uma apólice básica pode representar menos de 2% do custo total da viagem. É um investimento pequeno com potencial para evitar perdas gigantescas. As pessoas só percebem o valor real quando passam por um aperto sem cobertura.”

Cenário pós-pandemia reforçou necessidade

Com a experiência da pandemia de Covid-19, o comportamento dos viajantes mudou. Cancelamentos de última hora, testagens obrigatórias, mudanças súbitas de fronteiras e normas sanitárias instáveis colocaram em evidência a importância de estar assegurado.

Hoje, muitos seguros já incluem coberturas específicas para situações relacionadas com Covid-19 ou outras emergências sanitárias, como reembolso de despesas com quarentena, hospitalização ou alterações forçadas de viagem.

Como escolher o seguro ideal?

Há diferentes tipos de seguro, ajustados ao destino, tempo de estadia e tipo de viagem. Algumas dicas essenciais para escolher com critério:

  • Verifique as exigências do país de destino (em muitos casos, o seguro é obrigatório)
  • Certifique-se de que há atendimento em português e assistência 24 horas
  • Compare planos e leia as letras pequenas (há exclusões que podem ser decisivas)
  • Avalie se precisa de cobertura para atividades específicas, como desportos radicais ou gravidez
  • Prefira seguradoras com boa reputação e histórico de apoio rápido

Viagens seguras, memórias felizes

Mais do que uma obrigação, o seguro de viagem é um gesto de cuidado. Com ele, o viajante ganha liberdade para explorar, segurança para relaxar e apoio para resolver qualquer contratempo com serenidade.

Porque, no fim das contas, a melhor viagem é aquela que deixa boas histórias — e não prejuízos inesperados.

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